Mulher tendo uma crise de síndrome do pânico
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Escrito por
Wilton de Andrade
Última atualização
02/05/2024
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Contexto da Síndrome do Pânico

A Síndrome do Pânico, classificada como um transtorno de ansiedade, impacta significativamente milhões de indivíduos globalmente. Caracterizada por episódios repentinos e intensos de medo extremo, essas crises de pânico ocorrem sem um gatilho óbvio, levando a uma profunda ansiedade antecipatória e evitamento comportamental que pode comprometer seriamente a qualidade de vida do indivíduo.

Estima-se que os transtornos de ansiedade afetem cerca de 3,6% da população mundial, com variações entre países e regiões (OMS). A Síndrome do Pânico, como um subtipo dos transtornos de ansiedade, contribui para essa estimativa, afetando uma significativa parcela da população global em diferentes níveis de severidade.

No Brasil, os estudos apontam que a prevalência da Síndrome do Pânico pode alcançar até 4% da população, colocando-a entre as condições psiquiátricas mais comuns no país. A busca por tratamento ainda esbarra em obstáculos como o estigma e a falta de informação adequada sobre o transtorno. 

Este artigo visa desmistificar a Síndrome do Pânico, delineando não apenas os sintomas e causas, mas também focando nas opções de tratamento eficazes disponíveis, com o objetivo de fornecer um recurso valioso para aqueles que buscam entender e gerenciar essa condição desafiadora.


O que é Síndrome do Pânico?

A Síndrome do Pânico, classificada no Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, Quinta Edição (DSM-5), como Transtorno de Pânico, é um transtorno de ansiedade que envolve ataques recorrentes e inesperados de pânico. Estes ataques são episódios de medo intenso ou desconforto extremo que se desenvolvem abruptamente e alcançam um pico em minutos. 

Durante um ataque de pânico, uma pessoa pode experimentar sintomas como palpitações cardíacas, suor, tremores, sensações de falta de ar, sensações de asfixia, dor ou desconforto no peito, náusea, tontura, calafrios ou ondas de calor, parestesias (sensações de dormência ou formigamento), desrealização (sentimentos de irrealidade) ou despersonalização (estar desconectado de si mesmo).

Além dos sintomas físicos, durante um ataque de pânico, a pessoa pode temer perder o controle, enlouquecer ou morrer. A característica distintiva da Síndrome do Pânico é a presença de preocupação persistente com a possibilidade de ter novos ataques, preocupação com as implicações ou consequências dos ataques (como ter um ataque cardíaco), ou mudança significativa no comportamento relacionado aos ataques, como evitar atividades ou locais onde eles ocorreram. 

Essa preocupação contínua pode levar a comportamentos evitativos, que podem progredir para a agorafobia, onde o indivíduo evita uma variedade de locais por medo de que escapar seja difícil ou ajuda indisponível no caso de um ataque de pânico.


Principais Sintomas da Síndrome do Pânico

Os sintomas da Síndrome do Pânico são intensos e perturbadores, afetando significativamente a qualidade de vida do indivíduo. Aqui estão detalhamentos dos sintomas mais comuns associados a essa condição:

Palpitações e Coração Acelerado

Durante um ataque de pânico, é comum sentir o coração batendo de maneira acelerada ou irregular. Esse sintoma é frequentemente um dos primeiros sinais de alerta de um ataque de pânico, gerando uma sensação de urgência ou medo que algo terrível está prestes a acontecer.

Suor Excessivo e Tremores

O corpo pode começar a suar profusamente enquanto tremores podem ser sentidos em todo o corpo. Essas são respostas fisiológicas ao intenso estado de ansiedade que a pessoa está vivenciando, onde o sistema nervoso autônomo é ativado, preparando o corpo para uma resposta de "lutar ou fugir".

Sensação de Asfixia ou Falta de Ar

Este é um sintoma particularmente assustador, onde a pessoa sente uma incapacidade de respirar ou sufocamento. Não é incomum que isso seja confundido com sintomas de condições cardíacas, o que pode aumentar ainda mais a ansiedade durante um ataque.

Tontura e Náusea

A desorientação muitas vezes é acompanhada de tontura e, às vezes, náusea pode ocorrer, dificultando a manutenção do equilíbrio ou concentração. Estes sintomas podem tornar desafiador para a pessoa realizar tarefas simples ou manter-se de pé.

Medo de Perder o Controle

O medo de perder o controle ou de "enlouquecer" pode ser extremamente perturbador. Muitas pessoas com Síndrome do Pânico temem que os sintomas levem a comportamentos incontroláveis ou humilhantes, o que pode levar ao isolamento ou evitar atividades e lugares que eles associam a ataques anteriores.

Cada um desses sintomas pode ser debilitante por si só, mas quando ocorrem simultaneamente, eles podem ser esmagadores. Entender esses sintomas é crucial para quem busca tratamento, pois o reconhecimento e a intervenção precoce podem ajudar a gerenciar a condição de forma mais eficaz.


Tratamentos para Síndrome do Pânico

Existem várias abordagens eficazes para o tratamento da Síndrome do Pânico, cada uma visando ajudar o indivíduo a gerenciar os sintomas e melhorar sua qualidade de vida. Aqui estão alguns dos tratamentos mais comuns e eficazes:

Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC)

Esta é frequentemente considerada a forma mais eficaz de tratamento psicoterapêutico para a Síndrome do Pânico. A TCC trabalha com a identificação e a reestruturação de pensamentos negativos e irracionais que podem desencadear ou intensificar os ataques de pânico. Além disso, ensina estratégias de enfrentamento, como técnicas de exposição gradual, que ajudam os pacientes a lidar com as situações temidas de forma controlada e segura, reduzindo assim a frequência e intensidade dos ataques.

Medicação

Antidepressivos, principalmente os inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS), e benzodiazepínicos são comumente utilizados no tratamento da Síndrome do Pânico. Os ISRS ajudam a regular os neurotransmissores no cérebro que influenciam o humor e a ansiedade, enquanto os benzodiazepínicos podem oferecer alívio rápido dos sintomas de ansiedade. No entanto, é crucial que esses medicamentos sejam prescritos e monitorados por um profissional de saúde, devido ao potencial de dependência, especialmente com benzodiazepínicos, e outros possíveis efeitos colaterais.

Técnicas de Relaxamento

Métodos de relaxamento como respiração profunda, mindfulness (atenção plena) e relaxamento muscular progressivo podem ser extremamente úteis para gerenciar a ansiedade e reduzir a frequência dos ataques de pânico. Essas técnicas ajudam a acalmar a mente e o corpo, reduzindo a tensão muscular e melhorando a regulação emocional.

Apoio Psicológico e Grupos de Apoio

Participar de grupos de apoio ou sessões de terapia em grupo pode proporcionar um ambiente encorajador onde os indivíduos podem compartilhar experiências e estratégias de enfrentamento. O suporte de outras pessoas que entendem a condição pode ser uma parte importante da recuperação, oferecendo conforto e incentivando a abertura sobre seus desafios.

Cada uma dessas abordagens pode ser personalizada para atender às necessidades específicas do indivíduo, e muitas vezes uma combinação de tratamentos é recomendada para obter os melhores resultados. É importante que qualquer plano de tratamento seja desenvolvido e monitorado por profissionais qualificados para garantir a segurança e eficácia do tratamento.


Cuide-se

Reconhecer os sinais precoces da Síndrome do Pânico e buscar ajuda profissional imediatamente são etapas fundamentais para uma recuperação eficaz. Este artigo visa aumentar a conscientização sobre este transtorno de ansiedade e combater os mitos que muitas vezes cercam a condição, com o objetivo de reduzir o estigma associado. Ao fazê-lo, esperamos encorajar mais pessoas a procurarem o suporte necessário. A informação correta pode empoderar os indivíduos a enfrentarem a Síndrome do Pânico com estratégias efetivas, permitindo-lhes viver vidas mais ricas e livres do medo constante dos ataques de pânico.


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Observação: este conteúdo não se destina a substituir aconselhamento, diagnóstico ou tratamento médico profissional. Sempre procure o conselho de seu médico ou outro profissional de saúde qualificado com qualquer dúvida que possa ter sobre uma condição médica.

 

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