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Vacina para prevenir o Alzheimer
Foto Wilton de Andrade
Escrito por
Wilton de Andrade
Última atualização
24/03/2025
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A doença de Alzheimer é uma condição neurodegenerativa progressiva que afeta milhões de pessoas em todo o mundo. No Brasil, as estimativas apontam que aproximadamente 1,2 milhão de pessoas convivem com algum tipo de demência, sendo o Alzheimer a forma mais comum. Anualmente, cerca de 100 mil novos casos são detectados no país.

O tratamento do Alzheimer no Brasil envolve tanto abordagens medicamentosas quanto não medicamentosas. O Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza medicamentos como Donepezila, Galantamina, Rivastigmina e Memantina para pacientes com Alzheimer leve a moderado. Esses medicamentos atuam aliviando os sintomas e retardando a progressão da doença.

Recentemente, a Administração de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos (FDA) aprovou novos medicamentos que visam modificar o curso da doença, como o Aduhelm (aducanumabe) e o Leqembi (lecanemabe). Esses medicamentos têm como alvo as placas de beta-amiloide no cérebro, características do Alzheimer. No entanto, até o momento, esses tratamentos ainda não foram aprovados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) para uso no Brasil.

Além dos medicamentos, disciplinas não farmacológicas, como terapias cognitivas, atividades físicas regulares e suporte psicológico, desempenham um papel crucial na melhoria da qualidade de vida dos pacientes e de seus cuidadores.

É fundamental que o diagnóstico do Alzheimer seja realizado precocemente, permitindo a implementação de estratégias terapêuticas que possam retardar a progressão da doença e proporcionar uma melhor qualidade de vida aos pacientes. Para isso, é essencial estar atento aos sinais iniciais e buscar orientação médica especializada ao notar alterações cognitivas persistentes.


Quais ensaios clínicos estão em andamento para um novo tratamento para a doença de Alzheimer?

Muitos novos medicamentos para a doença de Alzheimer estão em estudo, com foco em retardar sua progressão ao atuar diretamente no processo da doença. Isso inclui a redução da inflamação e a remoção das placas beta-amiloides — aglomerados de proteínas que se acumulam no cérebro e estão associados ao avanço do Alzheimer. Acredita-se que tanto as placas beta-amiloides quanto às alterações significativas para o agravamento da condição.

Atualmente, esses vários medicamentos estão em testes clínicos de fase 3, a última etapa antes da possível aprovação para uso. Os tratamentos em desenvolvimento podem ser classificados em dois grupos principais: biológicos e pequenas moléculas. Ambos têm como objetivo modificar o curso da doença, oferecendo novas possibilidades para o tratamento do Alzheimer.

Biológicos

Os medicamentos biológicos são desenvolvidos a partir de organismos vivos ou de seus componentes, tornando sua produção mais complexa do que a dos medicamentos convencionais. Geralmente, são administrados por meio de injeções ou infusões intravenosas (IV).

Atualmente, pelo menos quatro biológicos estão em testes clínicos de fase 3 para o tratamento do Alzheimer. Assim como o Aduhelm, eles têm como alvo as placas beta-amiloides no cérebro, buscando reduzir sua presença e retardar a progressão da doença.

  • Donanemab : aplicado por infusão intravenosa a cada quatro semanas, está sendo testado para o tratamento do Alzheimer precoce. O ensaio clínico de fase 3 deve ser concluído em 2023, mas o fabricante já iniciou o processo de solicitação de aprovação junto ao FDA, o que pode levar à sua liberação em breve. O medicamento também está sendo treinado como forma de prevenção da doença.

  • Gantenerumabe : Diferente dos demais, esse medicamento é administrado por injeção subcutânea, o que pode permitir sua aplicação em casa. Atualmente, está em fase de recrutamento para um estudo com pacientes em estágio inicial da doença. Os primeiros resultados são esperados para meados de 2022, com a conclusão do estudo previsto para o final de 2023.

  • Lecanemab: aplicado por infusão intravenosa a cada duas semanas, está sendo avaliado em pessoas com Alzheimer precoce. O ensaio clínico de fase 3 tem previsão de conclusão para 2024.

  • Solanezumab: inicialmente treinado para tratar Alzheimer leve, não trouxe benefícios significativos nessa fase da doença. Agora, está sendo testado como uma forma possível de prevenção da perda de memória em pessoas que ainda não apresentam sintomas. Sua administração é feita por infusão intravenosa a cada quatro semanas. O estudo deve ser finalizado em meados de 2023 e também está sendo analisado em combinação com o gantenerumab.

Esses medicamentos representam avanços promissores na busca por tratamentos mais eficazes para o Alzheimer, oferecendo novas possibilidades tanto para o controle quanto para a prevenção da doença.

Pequenas moléculas

Comparados aos medicamentos biológicos, os de moléculas pequenas são compostos químicos sintéticos, o que facilitam sua produção. A maioria dos medicamentos disponíveis no mercado pertence a essa categoria.

Atualmente, diversos medicamentos de moléculas pequenas estão em testes clínicos de fase 3 para o tratamento do Alzheimer. Diferentes dos biológicos, que são administrados por infusão ou injeção, são tomados por via oral. Cada um atua de maneira diferente para combater a progressão da doença. Veja alguns exemplos:

  • Blarcamesina (Anavex 2-73): Esse medicamento ativa um receptor no cérebro envolvido em diversas funções, incluindo a remoção de células mortas e proteínas danificadas, que podem agravar o Alzheimer. Está sendo avaliado em um ensaio clínico de fase 2/3 com pacientes em estágio inicial da doença. Os primeiros resultados eram esperados para meados de 2022.

  • NE3107: Atua combatendo a inflamação no cérebro, um dos fatores que melhoraram para o avanço do Alzheimer. Um estudo de fase 3 está recrutando participantes com a doença em estágio nível a moderado. Os primeiros resultados estavam previstos para o final de 2022.

  • Oligomanato (GV-791): Esse medicamento também tem como alvo a inflamação, mas seu mecanismo de ação envolve a modulação das bactérias intestinais. Em 2019, foi aprovado condicionalmente na China para tratar Alzheimer de nível moderado. No ano seguinte, a FDA autorizou um ensaio clínico de fase 3, atualmente em andamento, para avaliar sua eficácia em pacientes com a doença. A previsão é que o estudo seja concluído em 2024 e, se os resultados forem positivos, o fabricante planeja solicitar uma aprovação oficial até 2025.

Esses medicamentos representam uma abordagem inovadora no tratamento do Alzheimer e, se aprovados, podem oferecer alternativas acessíveis e de fácil administração para quem convive com a doença.


Existe uma vacina para a doença de Alzheimer?

Você pode se surpreender ao saber que as vacinas não são usadas apenas para prevenir infecções, mas também podem ser transmitidas para tratar ou prevenir outras condições. Pesquisadores estão explorando essa abordagem para a doença de Alzheimer e já há algumas vacinas em fase de testes em humanos. Entre elas, estão opções injetáveis ​​e em spray nasal, que podem representar um avanço significativo no tratamento e na prevenção da doença.

Vacinas injetáveis

Em 2019, a United Neuroscience anunciou resultados positivos em um teste de fase 2. Sua vacina estimula o sistema imunológico a remover placas beta-amiloides no cérebro, associadas à progressão do Alzheimer. A expectativa é que em breve a vacina avance para testes de fase 3.

Já em junho de 2021, a Axon Neuroscience divulgou dados promissores de um ensaio de fase 2. Sua vacina tem como alvo proteínas anormais que são anormais para o desenvolvimento da doença. No entanto, estudos mais amplos ainda são necessários para confirmar seus benefícios clínicos.

Vacinas em spray nasal

Em novembro de 2021, o Brigham and Women's Hospital anunciou o início do primeiro ensaio clínico em humanos para uma vacina nasal contra o Alzheimer. A vacina contém Protollin, uma substância que estimula o sistema imunológico e remove placas beta-amiloides do cérebro, associadas à progressão da doença.

O estudo inicial testará a vacina em pessoas com sintomas iniciais de Alzheimer. O protocolo prevê a aplicação de duas doses, com uma semana de intervalo entre elas.

Se os resultados forem positivos, os pesquisadores acreditam que uma vacina poderá ser usada não apenas no tratamento da doença, mas também na prevenção em pessoas com alto risco de desenvolvê-la.


Quando novos tratamentos e vacinas para a doença de Alzheimer estarão disponíveis?

Os medicamentos e vacinas em estudo para o Alzheimer estão em diferentes fases de testes clínicos e precisam comprovar segurança e eficácia antes de serem aprovados. No entanto, alguns mecanismos podem acelerar esse processo.

Medicamentos experimentais que atendem a necessidades médicas urgentes podem receber designações especiais de agências reguladoras, como o FDA. Um exemplo é o Aduhelm, aprovado pelo Accelerated Approval Program. A farmacêutica Eli Lilly busca a mesma via para o donanemab.

A aprovação acelerada permite que um medicamento seja disponibilizado antes de comprovar benefícios clínicos diretos. Em vez disso, sua aprovação se baseia em marcadores biológicos, como a redução de placas beta-amiloides no cérebro, que indicam um possível efeito positivo. A eficácia do tratamento continua sendo monitorada após a liberação para uso.

Outra designação comum para medicamentos contra o Alzheimer é a Breakthrough Therapy , que garante um acompanhamento mais próximo por parte das agências reguladoras, agilizando a revisão dos estudos e o processo de aprovação. Diversos dos medicamentos já receberam essa classificação.


Conclusões

A doença de Alzheimer é uma condição complexa, e os estudos sobre seu tratamento continuam avançando. A boa notícia é que mais de 100 terapias estão em desenvolvimento, com várias já na fase 3 de testes clínicos. O donanemab, por exemplo, pode ser aprovado em breve.

Recentemente, foi anunciado o primeiro teste em humanos de uma vacina em spray nasal contra o Alzheimer. Se for eficaz, a vacina poderá ajudar tanto na prevenção quanto no tratamento da doença. No entanto, como o processo de testes clínicos ainda está no início, baixe algum tempo até que esteja disponível para uso.

O acompanhamento dos avanços no tratamento do Alzheimer é essencial. Consultar profissionais de saúde e fontes confiáveis ​​pode ajudá-lo a entender as melhores opções disponíveis.


Referências

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Texto traduzido e adaptado do original: https://www.goodrx.com/conditions/alzheimers-disease/alzheimers-disease-treatment-and-vaccine-pipeline

 

FAQ: perguntas frequentes sobre Alzheimer

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