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Entenda o uso dos medicamentos para Alzheimer
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Escrito por
Wilton de Andrade
Última atualização
24/03/2025
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Entenda o uso dos medicamentos para Alzheimer

A busca pelo melhor tratamento para a doença de Alzheimer ainda está em andamento. Muitos medicamentos para a demência causada pela doença falharam nos ensaios clínicos, enquanto outros continuam em fase de estudo.

Apesar dos desafios, já existem medicamentos aprovados para tratar a demência relacionada ao Alzheimer.

Se você ou um ente querido apresenta sinais precoces de demência ou já foi revelado com Alzheimer, conhecer as opções de tratamento disponíveis — tanto as atuais quanto as futuras — pode ser um passo importante para enfrentar a condição com mais segurança e informação.


Qual é o melhor medicamento para demência relacionada ao Alzheimer?

O tratamento da demência relacionada ao Alzheimer pode envolver diferentes abordagens, e os medicamentos são apenas uma delas. Mudanças no estilo de vida, como a prática regular de exercícios e uma alimentação saudável, costumam ser recomendadas como primeiros passos. No entanto, em alguns casos, o uso de medicamentos pode ser benéfico.

A maioria desses medicamentos atua no controle de sintomas, como dificuldades de memória e julgamento. Já as opções mais recentes buscam agir diretamente na causa da doença. No entanto, isso não significa que os tratamentos mais novos sejam necessariamente superiores aos já existentes.

A seguir, exploramos os prós e contras de quatro categorias de medicamentos para a doença de Alzheimer.


1. Inibidores da colinesterase

Os inibidores da colinesterase são a primeira escolha para tratar sintomas que afetam o pensamento, o julgamento e a memória.

Esses medicamentos ajudam as células cerebrais a se comunicarem melhor, prolongando a presença da acetilcolina, um mensageiro químico essencial para o funcionamento do cérebro. Isso contribui para a manutenção das funções cognitivas em pessoas com Alzheimer.

Donepezila

A donepezila (Aricept) é o medicamento mais prescrito para Alzheimer. Como inibidor da colinesterase, trata formas leves, moderadas e graves de demência associadas à doença. Geralmente, é tomado uma vez ao dia em comprimidos de 5 mg, 10 mg ou 23 mg. Para quem tem dificuldade em engolir, também existe uma versão que se dissolve na língua.

O Adlarity é a versão em adesivo do donepezil. Em vez de ser ingerido, ele é aplicado na pele uma vez por semana, oferecendo uma alternativa mais prática para quem tem dificuldade em tomar comprimidos diariamente. Está disponível em dosagens de 5 mg e 10 mg por dia.

O Adlarity tem a mesma eficácia dos comprimidos, mas pode levar um pouco mais de tempo para começar a fazer efeito.

Rivastigmina

A rivastigmina (Exelon) é outro inibidor da colinesterase, disponível em diferentes formas de dosagem.

Na versão em cápsulas orais, tomada duas vezes ao dia, a rivastigmina trata formas leves a moderadas da demência associada ao Alzheimer. As doses variam de 1,5 mg a 6 mg.

Já na forma de adesivo transdérmico, aplicado uma vez ao dia na pele, a rivastigmina pode ser usada para tratar desde casos leves até formas mais graves da doença. Os adesivos disponíveis estão em dosagens de 4,6 mg, 9,5 mg e 13,3 mg.

Estudos indicam que a rivastigmina tem eficácia semelhante à do donepezil e da galantamina. A escolha entre esses medicamentos costuma depender de efeitos colaterais e riscos específicos de cada um, além de fatores como preferência pessoal e cobertura do plano de saúde.

Galantamina

A galantamina é outro inibidor da colinesterase indicado para o tratamento de formas leves a moderadas da demência associada ao Alzheimer.

As doses variam conforme a formulação, podendo ser administradas uma ou duas vezes ao dia. Está disponível em três formatos: solução líquida, comprimidos de liberação imediata (IR) e comprimidos de liberação prolongada (ER).


2. Reguladores de glutamato

A memantina (Namenda) é um antagonista do receptor NMDA (N-metil-D-aspartato), também conhecido como regulador do glutamato. Acredita-se que, na doença de Alzheimer, esse receptor seja superestimulado, o que pode contribuir para a degeneração das células cerebrais. A memantina atua bloqueando o excesso de estímulo causado pelo glutamato, um mensageiro químico do cérebro.

Ela é indicada para tratar formas moderadas a graves da demência associada ao Alzheimer, ajudando a melhorar sintomas cognitivos, como memória, atenção e capacidade de realizar atividades diárias. Está disponível em solução líquida, comprimidos de liberação imediata (IR) e cápsulas de liberação prolongada (ER), sendo administrados uma ou duas vezes ao dia.

A memantina geralmente não é utilizada isoladamente. Frequentemente, é combinado com um dos inibidores da colinesterase mencionados acima. Existe até um medicamento que combina memantina e donepezil, chamado Namzaric.


3. Terapias anti-amiloides

Aduhelm (aducanumabe) e Leqembi (lecanemabe) são anticorpos monoclonais utilizados no tratamento da doença de Alzheimer em estágio leve. Diferentemente dos medicamentos tradicionais, que tratam apenas os sintomas, esses fármacos atuam no próprio processo da doença. Eles têm como alvo as placas beta-amiloides, aglomerados de proteínas que se acumulam no cérebro e estão associados à progressão do Alzheimer. A redução dessas placas pode ajudar a retardar o avanço da doença.

Ambos os medicamentos são administrados por infusão intravenosa (IV), um processo que dura cerca de uma hora. O Aduhelm é aplicado a cada quatro semanas, enquanto o Leqembi é administrado a cada duas semanas. Entre os dois, o Leqembi possui mais dados clínicos demonstrando sua eficácia.

Em 31 de janeiro de 2024, a fabricante do Aduhelm anunciou a descontinuação do medicamento nos Estados Unidos. A mesma empresa também produz o Leqembi e decidiu priorizar seu desenvolvimento e comercialização. No Brasil, esses medicamentos ainda não estão amplamente disponíveis e sua aprovação pela Anvisa continua sendo avaliada.


4. Medicamentos que controlam sintomas específicos do Alzheimer

Sintomas como perda de memória, desorientação e dificuldades na tomada de decisões são os sinais mais comuns da doença de Alzheimer. No entanto, a condição também pode causar mudanças no comportamento. Além dos sintomas cognitivos, podem surgir:

  • Agitação

  • Agressividade

  • Ansiedade

  • Depressão

  • Problemas para dormir (insônia)

  • Inquietação

Se esses sintomas se tornarem frequentes ou interferirem na qualidade de vida, a equipe médica pode recomendar o uso de medicamentos adicionais. Abaixo, estão dois medicamentos aprovados para o tratamento desses sintomas no Alzheimer. Além deles, outros medicamentos podem ser prescritos fora da indicação oficial (off-label), conforme a necessidade do paciente.

Belsomra para insônia

Belsomra (suvorexant) é um medicamento controlado indicado para o tratamento da insônia e foi estudado em pessoas com Alzheimer leve a moderado. Ele atua bloqueando a orexina, um neurotransmissor responsável por manter o estado de vigília.

O medicamento está disponível em comprimidos de 5 mg a 20 mg e deve ser tomado apenas uma vez por noite, conforme orientação médica.

Rexulti para agitação

Rexulti (brexpiprazol) é um antipsicótico atípico indicado para tratar a terapia associada à demência em pessoas com Alzheimer. Ele age regulando os níveis de certos neurotransmissores no cérebro que influenciam o humor. O medicamento é administrado por via oral, uma vez ao dia, e está disponível em doses que variam de 0,25 mg a 4 mg.

No entanto, a Rexulti possui um alerta de segurança importante. Esse aviso destaca o risco aumentado de morte em idosos com psicose relacionada à demência. Por esse motivo, o uso do medicamento deve ser restrito a pessoas que apresentam sintomas de melhoria e não é recomendado para pessoas que não apresentam essa condição.


Quais são os efeitos colaterais dos medicamentos para Alzheimer?

Quando se trata de escolher medicamentos específicos para a doença de Alzheimer, às vezes tudo se resume aos seus potenciais efeitos colaterais. Aqui estão alguns efeitos colaterais notáveis ​​de medicamentos que tratam demência relacionada ao Alzheimer.

 

Medicamento

Efeitos colaterais mais comuns

Comprimidos de donepezila

  • Náuseas e vômitos

  • Diarréia

  • Dor de cabeça

  • Frequência cardíaca diminuída

Adlarity (adesivos de donepezila)

  • Dor ou irritação no local da aplicação

  • Dor de cabeça

  • Insônia

  • Frequência cardíaca diminuída

Adesivos de rivastigmina

  • Vermelhidão no local da aplicação

  • Náuseas e vômitos

  • Diarréia

  • Frequência cardíaca diminuída

Cápsulas de rivastigmina

  • Náuseas e vômitos

  • Mudanças de peso

  • Tontura

  • Frequência cardíaca diminuída

Galantamina

  • Náuseas e vômitos

  • Diarréia

  • Mudanças no apetite

  • Frequência cardíaca diminuída

Memantina

  • Dor de cabeça

  • Constipação

  • Tontura

Aduhelm

  • Dor de cabeça

  • Caindo

  • Inchaço cerebral temporário

Lequembi

  • Dor de cabeça

  • Inchaço cerebral temporário

  • Tosse

Belsomra

  • Mudanças no estado de alerta

  • Sonolência

  • Dificuldade para acordar

Rexulti

  • Ganho de peso

  • Inquietação

  • Dor de cabeça

 

Importante: Esta não é uma lista completa. Efeitos colaterais mais sérios também são possíveis, embora raros. Se você ou seu ente querido apresentarem quaisquer efeitos colaterais que pareçam preocupantes, entre em contato com seu médico imediatamente.


Conclusões

Diversos medicamentos são aprovados para o tratamento da demência relacionada ao Alzheimer. Os mais comuns incluem donepezil (Aricept, Adlarity), rivastigmina (Exelon) e galantamina, que são inibidores da colinesterase e ajudam a tratar os sintomas cognitivos. Em alguns casos, também pode ser prescrita a memantina (Namenda), que potencializa os efeitos dos inibidores da colinesterase.

Além desses, alguns medicamentos podem ser indicados para aliviar sintomas associados ao Alzheimer, como Belsomra (suvorexant), utilizado para tratar insônia.

As terapias anti-amiloides mais recentes, como Leqembi (lecanemab), têm um mecanismo de ação diferente, pois atuam diretamente no processo da doença, ajudando a retardar sua progressão.

Para saber quais desses tratamentos são mais adequados para você ou um ente querido, consulte um profissional de saúde.

 

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Observação: este conteúdo não se destina a substituir aconselhamento, diagnóstico ou tratamento médico profissional. Sempre procure o conselho de seu médico ou outro profissional de saúde qualificado com qualquer dúvida que possa ter sobre uma condição médica.

 

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Referências

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Texto traduzido e adaptado do original: https://www.goodrx.com/conditions/alzheimers-disease/best-medication-for-alzheimers-disease-dementia

 

FAQ: perguntas frequentes sobre Alzheimer 

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