Entenda como é o Alzheimer precoce
Renata Almeida estava no auge de sua carreira quando, aos 67 anos, recebeu inesperadamente o diagnóstico de Alzheimer precoce. A notícia a pegou de surpresa e a deixou abalada.
“Eu não fiz ideia de que algo estava errado comigo, então foi completamente inesperado”, conta Renata. “Era como se minha vida estivesse chegando ao fim, e eu ainda não tinha encerrado minha carreira, muito menos aproveitado os anos de aposentadoria ao lado do meu marido, como sempre planejei. Parecia inacreditável, porque eu conhecia bem e não estava esquecendo as coisas.”
No diagnóstico do diagnóstico, Renata foi uma época acadêmica de prestígio e ocupou o cargo de reitora de uma renomada universidade brasileira. Ao longo da carreira, já havia sido a primeira mulher a presidir importantes instituições de ensino, além de atuar como professora de filosofia e teologia e ter publicado diversos livros.
“Sempre fui uma pessoa muito intelectual, com o pensamento à frente de tudo”, reflete Renata. Por isso, receba o diagnóstico de Alzheimer foi um impacto profundo.
Alterações no seu padrão de sono e declínio cognitivo
O caminho para o diagnóstico de Renata começou em uma consulta de rotina, quando seu médico falou sobre a qualidade do seu sono.
Ela respondeu que, recentemente, vinha dormindo entre 8 e 9 horas por noite, algo incomum para ela, já que sempre foi acostumada a se virar com apenas 5 horas de descanso. Durante uma conversa, perguntei, rindo, que certa vez se perdeu no caminho para o trabalho e precisou ligar para o marido pedindo instruções.
Seu médico, atento ao relato, solícito um teste cognitivo rápido de 10 minutos. O resultado indicou a necessidade de exames mais detalhados, que acabaram levando a um diagnóstico de que mudaria completamente sua vida.
Renata foi danificada com comprometimento cognitivo leve, um indicativo inicial da doença de Alzheimer. O neurologista que a atendeu foi direto: não havia muito o que pudesse ser feito. Em dois anos, alertou ele, talvez ela já não tenha conseguido abotoar suas roupas ou se alimentar sozinha.
Ela e o marido, que a acompanhava na consulta, saíram devastados.
"Entramos no carro e choramos, choramos sem parar. Foi como se algo dentro de mim tivesse se partido. Eu me senti muito deprimida e, acima de tudo, tomada pelo medo", lembra Renata.
Uma perspectiva mais esperançosa
Mas então, Renata decidiu buscar uma segunda opinião. O novo neurologista confirmou o diagnóstico, mas trouxe uma abordagem muito mais positiva e encorajadora.
“Ele me disse: 'Há muito que você pode fazer'”, lembra Renata.
O médico explicou que pesquisas recentes mostram que, com um diagnóstico precoce e mudanças no estilo de vida, algumas pessoas podem viver bem por 10 ou até 20 anos antes de apresentarem sintomas mais avançados da doença.
“Ele me orientou a viver com alegria”, conta Renata. “Era sobre mudar minha perspectiva. Eu não queria apenas sobreviver ou me acomodar, mas sim viver plenamente. Encontrar uma forma de continuar aproveitando a vida, de sentir uma alegria profunda e verdadeira.”
Determinada a agir, Renata mergulhou em pesquisas sobre hábitos que poderiam ajudar no Alzheimer de início precoce. Descobriu que os pilares fundamentais eram alimentação saudável, atividade física e redução do estresse. Então, aos 67 anos, decidiu se afastar do trabalho e reorganizar sua rotina.
Moradora de Belo Horizonte, Renata introduziu a dieta MIND — uma combinação das dietas Mediterrânea e DASH, que incentiva o consumo de alimentos frutas como vermelhos, nozes, peixes, grãos e vegetais folhosos, priorizando a saúde do cérebro. Desde então, eliminei alimentos ultraprocessados do cardápio.
Todas as manhãs, leva seu cachorro para caminhadas rápidas de 45 minutos por hora. Além disso, pratique musculação e participe de aulas de ginástica. Para estimular sua criatividade, começou a pintar com a ajuda de um amigo artista e aulas especializadas.
“Passei de desenhar bonequinhos de palito para pintar retratos”, brinca Renata, destacando que qualquer forma de expressão artística é benéfica. “Pesquisas recentes mostram que até mesmo rabiscar já ajuda. Você não precisa mostrar para ninguém, apenas desenhar. Isso ativa áreas do cérebro responsáveis pela criatividade, fortalece novas conexões neurais e reduz o estresse.”
Para Renata, o segredo para viver bem com Alzheimer é se dedicar ao que se ama.
“Se você não gosta de caminhar, talvez prefira jardinagem ou outro tipo de exercício”, sugere. “O convívio social também faz toda a diferença. É preciso encontrar grupos e atividades que tragam prazer. Eu nunca tive tempo para um clube do livro antes, e agora participo de três. É uma delícia!”
Prolongando sua saúde
Renata diz que está vivendo seus dias com intensidade, aproveitando ao máximo o tempo ao lado da família e dos amigos.
“Estou fazendo tudo o que posso para preservar minha saúde e retardar o avanço dos sintomas, para continuar no próximo das pessoas que amo e poder contribuir de alguma forma. E isso me faz bem”, afirma.
Uma das formas que encontrei para retribuir à sociedade foi por meio do grupo de apoio Vozes pelo Alzheimer , que ajudou a financiar. Além disso, escreveu um livro intitulado Ainda Sou Eu: Aceitando o Alzheimer Sem Perder a Si Mesmo , com lançamento previsto para fevereiro de 2024.
“O livro tem o objetivo de educar as pessoas sobre a ciência por trás da doença e como lidar com ela no dia a dia. Ele reúne as orientações do meu médico, que chamo de 'presentes' na obra, e como desenvolve em detalhes. Compartilho minha história, duas dicas práticas e espero que ele sirva como uma fonte de informação e apoio para muitas pessoas”, conta Renata.
Uma nova fronteira para o tratamento do Alzheimer
Atualmente, há muitas pesquisas em andamento sobre o Alzheimer, o que traz um sentimento de esperança, afirma Renata.
“Há estudos incríveis sobre biomarcadores para testes”, diz ela, explicando que, no futuro, será possível identificar a propensão ou até mesmo a presença da doença com apenas uma gota de sangue. “Já há pesquisadores trabalhando no desenvolvimento de vacinas.”
Para Renata, estamos entrando em uma nova era no tratamento do Alzheimer.
"Uma amiga minha costuma dizer que, se existe um momento para ter Alzheimer, é agora. Pode parecer uma afirmação estranha, mas eu entendo o que ela quer dizer. Hoje há tratamentos disponíveis, e no futuro existe uma cura", afirma.
Ela recomenda que as pessoas economizem com comprometimento cognitivo para aproveitar muitos recursos disponíveis, como os oferecidos pela Associação Brasileira de Alzheimer e grupos de apoio espalhados pelo país. Ela também sugere procurar espaços como os "cafés da memória", onde é possível compartilhar experiências com outras pessoas que enfrentam desafios semelhantes.
Aos 71 anos e quase cinco anos após o diagnóstico inicial, Renata acredita que as mudanças de estilo de vida que fizeram fizeram a diferença. Ela percebe poucas mudanças em suas habilidades cognitivas e ainda consegue ler bem. No entanto, admite que a sua memória de curto prazo é um pouco mais fraca.
Renata também optou por não dirigir, mesmo ainda tendo condições para isso.
"Sei que um dos primeiros sinais da doença pode ser uma resposta mais lenta aos estímulos. Os reflexos podem ficar comprometidos. E se algo acontecesse?", reflete.
Você ainda pode 'viver com alegria' após um diagnóstico de Alzheimer
Renata acredita que todas as pessoas com mais de 65 anos devem realizar testes cognitivos periódicos, assim como fazer outros exames de rotina.
"Mesmo quem não apresenta sintomas deveria fazer o teste", destaca. Isso porque os resultados podem servir como uma referência para o futuro, caso surjam sinais da doença mais tarde.
“Quanto mais cedo vier o diagnóstico, maiores são as chances de que mudanças no estilo de vida tenham efeito”, afirma.
Ela também ressalta outro motivo para a importância do diagnóstico precoce: atualmente, existem dois medicamentos aprovados para tratar o Alzheimer nos planos iniciais. Porém, para que tenha eficácia, é necessário ser administrado o quanto antes.
Renata incentiva as pessoas a enfrentarem o estigma que ainda envolve o Alzheimer, adotando uma postura proativa em relação aos exames e evitando o medo do diagnóstico.
“Muita gente acredita que, ao descobrir a doença, tudo vai desmoronar”, diz. "Mas você pode ser revelado, viver bem e, acima de tudo, encontrar alegria na vida."
Conclusões
As experiências de Renata Almeida mostram que um diagnóstico de Alzheimer precoce não significa o fim da vida, mas sim o início de uma nova jornada. Com mudanças no estilo de vida, apoio adequado e uma atitude positiva, é possível conviver com a doença preservando a qualidade de vida e o bem-estar.
A trajetória de Renata destacou a importância do diagnóstico precoce e da adoção de hábitos saudáveis para retardar a progressão dos sintomas. Alimentação equilibrada, exercícios físicos, redução do estresse e engajamento social são elementos essenciais para manter a autonomia e o senso de propósito.
Além disso, sua história reforça a necessidade de combater o estigma que ainda envolve o Alzheimer. Buscar ajuda, participar de grupos de apoio e manter uma rotina ativa são estratégias que ajudam a enfrentar uma condição com mais leveza e dignidade.
O compromisso de Renata em compartilhar sua experiência, seja por meio do grupo de apoio que fundou ou do livro que escreveu, demonstra que a informação e a troca de vivências podem ser ferramentas poderosas para ajudar outras pessoas na mesma situação.
Por fim, sua mensagem mais inspirada é a de que, mesmo diante do Alzheimer, ainda é possível viver com alegria. O diagnóstico não precisa ser uma sentença de isolamento ou tristeza, mas sim um chamado para valorizar cada momento, fortalecer os laços afetivos e encontrar beleza na simplicidade da vida.
Pill, somos a parceria ideal para a sua saúde
Na Pill, nosso foco é em melhorar a vida das pessoas, democratizando o acesso à saúde e aos serviços da farmácia. Nós nos preocupamos com nossos pacientes e queremos fazer parte do seu cotidiano, facilitando sua vida. É um prazer cuidar todos de vocês.
Para ser atendido, basta mandar a sua dúvida no nosso WhatsApp: (11)99999-0380. Visite nosso site e monte sua cesta de remédio e coloque tudo no automático com o nosso serviço de Compra Recorrente: pill.com.br, sua caixa de remédio renovada todo mês.
Observação: este conteúdo não se destina a substituir aconselhamento, diagnóstico ou tratamento médico profissional. Sempre procure o conselho de seu médico ou outro profissional de saúde qualificado com qualquer dúvida que possa ter sobre uma condição médica.
Produtos relacionados
Referência
Texto traduzido e adaptado do original: https://www.goodrx.com/conditions/alzheimers-disease/what-alzheimers-is-like
Produtos Mais Vendidos
Compra Recorrente

Escolha em qual data e endereço gostaria de enviar seu produto.
26/10/22
Endereço de entregaAv. Dr. Arnaldo, 2194, CEP 43267364, SP SP
26/10/22
Endereço de entregaAv. Dr. Arnaldo, 2194, CEP 43267364, SP SP
Escolha os detalhes do produto



Feito! Seu Item foi adicionado à sua compra recorrente com sucesso.
Ah! não temos entrega disponível desse produto para seu CEP.

ahh! ocorreu um erro ao processar a sua solicitação, tente novamente mais tarde ou entre em contato com nosso atendimento!
ahh! você ainda não possui nenhuma recorrência ativa!



Atenção! Este produto
necessita de receita.
Arquivos de receita
Avise-me
Notificaremos você por e-mail assim que o produto estiver disponível novamente!


Feito! Notificaremos você por e-mail assim que o produto estiver disponível novamente!

Ah! Não foi possível salvar sua solicitação, tente novamente mais tarde!