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Entenda os sinais do Alzheimer e outras demências
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Escrito por
Wilton de Andrade
Última atualização
24/03/2025
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Entenda os sinais do Alzheimer e outras demências

É comum esquecer onde colocar as chaves ou se trancar a porta ao sair, independentemente da idade.

Com o envelhecimento, algumas mudanças na memória, atenção e padrões de pensamento são normais. No entanto, muitas pessoas estão preocupadas se esses esquecimentos podem ser os primeiros sinais de Alzheimer. Distinguir entre lapsos normais de memória e os primeiros insultos de demência pode ser um desafio.

Neste artigo, exploramos quem está mais disposto a desenvolver demência e quais são os primeiros sinais de Alzheimer e de outros tipos da condição. Essas informações ajudam a identificar quando é o momento certo para procurar um profissional de saúde, seja para dúvidas pessoais ou para apoiar um ente querido.


Sintomas comuns que ocorrem nos estágios iniciais da demência 

Com o envelhecimento, é natural perceber mudanças no funcionamento do cérebro, especialmente na memória. Os primeiros sintomas de demência podem se assemelhar às alterações normais relacionadas à idade, mas existem diferenças importantes. Identificar essas distinções pode ajudar a determinar se há motivo para preocupação em relação ao Alzheimer ou a outros tipos de demência.

A seguir, apresentamos dez sinais precoces que podem indicar o início da doença.

1. Perda de memória

Pessoas com demência costumam esquecer rapidamente conversas recém-tidas ou detalhes de eventos que acabaram de acontecer. Isso difere do esquecimento ocasional ou da distração, que são normais em situações rotineiras ou quando a atenção está voltada para outra atividade.

Por exemplo, é comum alguém esquecer onde colocou as chaves do carro enquanto descarrega as compras, pois está focado na tarefa. No entanto, é um sinal de alerta quando alguém participa de uma conversa completa e, segundos depois, não se lembra mais dela.

2. Desafios com planejamento ou foco 

Uma pessoa com demência pode se confundir facilmente ao tentar fazer planos e ter dificuldade em manter o foco em determinadas tarefas. Um sinal de alerta é quando a pessoa começa a enfrentar problemas para gerenciar contas ou equilibrar um talão de cheques, algo que antes fazia com facilidade.

3. Dificuldade em fazer coisas familiares em casa ou no trabalho

Tarefas que antes eram feitas automaticamente podem se tornar desafiadoras. Por exemplo, uma pessoa com demência pode esquecer o caminho para um local onde vai diariamente ou ter dificuldade para lembrar as regras de um jogo que já conhecia bem.

4. Não saber onde você está 

Pessoas com demência podem esquecer onde estão ou como chegaram lá.

5. Confusão sobre o tempo 

A demência também pode fazer com que a pessoa não entenda quanto tempo se passou ou em que ano ou estação estamos.

6. Novos problemas com a escrita ou a fala

Isso pode se manifestar de diferentes formas. Uma pessoa com demência pode esquecer o nome de objetos do dia a dia ou ter dificuldade para concluir frases, frequentemente parando no meio do raciocínio ou repetindo informações. Essas dificuldades também podem afetar sua escrita, tornando a comunicação menos fluida.

7. Perder coisas

Todos nós, em algum momento, perdemos ou esquecemos onde deixamos algo. No entanto, uma pessoa com demência tende a extraviar objetos com mais frequência e tem dificuldade para refazer seus passos na tentativa de encontrá-los.

8. Mau julgamento

Uma pessoa com demência pode se tornar mais desinibida ou demonstrar um julgamento diferente do que costumava ter. Por exemplo, você pode começar a gastar impulsivamente ou assumir riscos financeiros que antes evitaria.

9. Retirada

Pessoas com demência tendem a se afastar de atividades sociais, esportes e outros hobbies. Isso também pode se aplicar a projetos de trabalho. 

10. Mudanças de humor

A demência pode tornar uma pessoa mais irritada ou incomumente triste. É comum que sinta frustração, confusão ou desconfiança, mesmo na presença de amigos ou em um ambiente familiar. Esses sinais podem estar relacionados à demência se ocorrerem com frequência, piorarem com o tempo ou se tornarem mais intensos. 

 

Quem tem maior probabilidade de desenvolver demência? 

Se você está apresentando alguns dos sintomas indicados, é importante considerar sua idade e fatores de risco para o Alzheimer.

Não há uma causa única para a demência, mas diversos fatores podem contribuir para o seu desenvolvimento, incluindo:

  • Idade: Esse é o principal fator de risco para o Alzheimer e outros tipos de demência. O risco aumenta com o envelhecimento, e a maioria dos casos ocorre em pessoas com 65 anos ou mais.

  • Sexo: Mulheres são mais propensas a desenvolver Alzheimer do que homens. Pesquisadores acreditam que isso pode estar relacionado à maior expectativa de vida das mulheres, mas outros fatores biológicos também estão sendo estudados.

  • Histórico familiar: Ter um parente próximo, como pai ou irmão, com Alzheimer aumenta o risco de desenvolver a doença em cerca de 30%. Se mais de um familiar for divulgado, esse risco pode ser ainda maior.

  • Genética: Alguns genes aumentam a predisposição para o Alzheimer, e em casos raros, podem até causar diretamente a doença. Existem testes genéticos disponíveis, mas é conversar com um médico e um especialista em aconselhamento genético antes de realizá-los.

  • Traumatismo craniano: Lesões moderadas ou graves na cabeça aumentam o risco de Alzheimer. Um traumatismo moderado ocorre quando há perda de consciência por mais de 30 minutos, enquanto um traumatismo grave envolve desmaio por mais de 24 horas.

Além desses fatores, algumas condições de saúde e hábitos também podem estar relacionados ao Alzheimer:

  • Pressão alta: Pode comprometer os vasos sanguíneos do cérebro, elevando o risco de demência.

  • Colesterol alto: afeta também a saúde vascular cerebral, aumentando a probabilidade da doença.

  • Diabetes tipo 2: A relação exata entre diabetes e demência ainda não é totalmente compreendida, mas estudos indicam um forte vínculo entre as duas condições.

  • Depressão: O diagnóstico de depressão antes dos 60 anos está associado a um maior risco de desenvolver demência. Ainda há dúvidas sobre o impacto da depressão em idades mais avançadas, mas pesquisas continuam sendo feitas.

  • Tabagismo: Fumar pode aumentar a probabilidade de desenvolver Alzheimer, pois estimula a produção de radicais livres, moléculas que podem danificar as células cerebrais.

Se você tiver dúvidas sobre sua saúde cognitiva, conversar com um profissional pode ser o primeiro passo para esclarecer suas preocupações e buscar formas de prevenção ou tratamento.


Como diferenciar entre alterações cognitivas normais relacionadas à idade e demência 

Diferenciar as mudanças cognitivas normais do envelhecimento relacionado à demência pode ser um desafio. No entanto, alguns sinais podem ajudar a identificar quando há motivo de preocupação.

É importante observar se a mudança é algo novo ou incomum para uma pessoa. Por exemplo, se alguém sempre teve dificuldades em planejar viagens ou organizar suas finanças, o agravamento dessas dificuldades com o tempo pode ser parte do envelhecimento natural. No entanto, se uma pessoa que sempre administrou bem as suas finanças de repente passa a esquecer como o faz, isso pode ser um sinal de alerta.

Outro aspecto a considerar é o impacto dessas mudanças no dia a dia. Esquecer casualmente de fechar a porta da garagem ou o nome de um amigo distante não costuma ser preocupante. Mas se a pessoa começa a esquecer repetidamente nomes, dados ou compromissos que antes lembrava com facilidade, pode ser um compromisso de um problema maior. Esse risco aumenta se ela passar a se perder com frequência, não conseguir concluir tarefas rotineiras, precisar de lembretes constantes ou passar a depender de anotações e alarmes de uma forma que nunca precisou antes.

Se essas mudanças estão afetando a rotina ou gerando insegurança, é essencial procurar um profissional de saúde para uma avaliação mais detalhada.


Condições que podem ser confundidas com demência

Alguns sinais iniciais de demência também podem estar presentes em outras condições de saúde. Por isso, ao procurar um médico para avaliar os sintomas, ele investigará outras possíveis causas antes de confirmar um diagnóstico. Entre as condições que podem causar sintomas são semelhantes:

  • Depressão: Esse transtorno mental pode levar a dificuldades de pensamento, falta de atenção, perda de interesse por atividades e isolamento, sintomas que também podem ocorrer na demência.

  • Deficiência de vitamina B12: A falta dessa vitamina está associada a problemas de memória e cognição. Como os níveis de B12 diminuem naturalmente com a idade, essa condição é mais comum em idosos.

  • Hipotireoidismo: A baixa produção de hormônios pela tireoide pode causar confusão mental e esquecimento.

  • Hidrocefalia de pressão normal: O acúmulo excessivo de líquido no cérebro pode provocar dificuldades de raciocínio e locomoção.

  • Efeitos colaterais de medicamentos: Algumas soluções, como os anticolinérgicos, podem interferir na memória e no pensamento, imitando os sintomas do Alzheimer.

  • Alterações nos níveis de eletrólitos: Desequilíbrios de minerais essenciais no sangue, como som muito baixo, podem afetar as funções específicas.

  • Infecções: Em idosos, algumas infecções, como o trato urinário (ITU), podem causar alterações temporárias na memória e na cognição devido à resposta inflamatória do organismo.

  • Doenças hepáticas ou renais: Essas condições podem levar ao acúmulo de toxinas no sangue, causando confusão mental e delírios, ou que podem ser confundidas com demência.

Identificar a causa correta dos sintomas é fundamental para um tratamento adequado. Por isso, qualquer alteração na memória ou na cognição deve ser avaliada por um profissional de saúde.


O que fazer se você acha que você ou alguém querido pode ter demência 

Se você suspeita que você ou um familiar pode estar desenvolvendo demência, o primeiro passo é procurar um profissional de saúde. Ele poderá avaliar os sintomas, fazer perguntas e realizar testes para entender melhor a situação.

Os exames iniciais geralmente incluem testes de sangue e outros estudos para descartar condições que possam imitar os sintomas de demência. Em seguida, é comum a realização de testes cognitivos, nos quais o médico ou um neurologista avalia aspectos como memória, atenção e habilidades de linguagem.

Se necessário, exames de imagem do cérebro podem ser solicitados para auxiliar no diagnóstico e definir os próximos passos. No entanto, diagnosticar a demência pode levar tempo, pois é necessário descartar outras doenças e acompanhar a progressão dos sintomas ao longo do tempo.


Conclusão

Os primeiros sinais da doença de Alzheimer podem ser facilmente confundidos com as mudanças naturais na memória que ocorrem com o envelhecimento. Esquecer onde colocar as chaves, ter dificuldades momentâneas para lembrar um nome ou até se perder em um pensamento são situações comuns e, na maioria dos casos, fazem parte do processo normal de envelhecimento. No entanto, quando essas falhas de memória se tornam ocasionais, começando a afetar o dia a dia e comprometendo a capacidade de tomar decisões ou executar tarefas simples, pode ser um sinal de alerta para um quadro de demência.

Além da perda de memória, outros sintomas podem indicar o início do Alzheimer, como dificuldades para se orientar em lugares conhecidos, mudanças no humor e comportamento, dificuldades na comunicação e a perda de capacidade de planejamento e organização. Esses sinais podem ser desenvolvidos de forma gradual, o que torna o diagnóstico precoce um desafio.

Se houver dúvidas sobre os sintomas, é sempre aconselhável procurar orientação de um profissional de saúde. Ele poderá realizar testes cognitivos, solicitar exames para descartar outras condições que possam estar causando os sintomas e indicar os melhores caminhos para acompanhamento e tratamento. Um diagnóstico precoce pode ajudar a retardar a progressão da doença e proporcionar uma melhor qualidade de vida ao paciente e sua família.

 

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Observação: este conteúdo não se destina a substituir aconselhamento, diagnóstico ou tratamento médico profissional. Sempre procure o conselho de seu médico ou outro profissional de saúde qualificado com qualquer dúvida que possa ter sobre uma condição médica.

 

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Referências

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Texto traduzido e adaptado do original: https://www.goodrx.com/conditions/alzheimers-disease/early-signs-of-alzheimers-dementia

 

FAQ: perguntas frequentes sobre Alzheimer 

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