Alzheimer Precoce - Exame, tomografia computadorizada
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Escrito por
Wilton de Andrade
Última atualização
20/02/2024
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Alzheimer Precoce

O Alzheimer precoce, que ocorre entre 30 e 64 anos de idade, embora não seja tão frequentemente detectado como o Mal de Alzheimer tardio em pessoas acima dessa idade, está presente em cerca de 3,9 milhões de pessoas em todo o mundo.

Nesse quadro, o declínio cognitivo pode se associar, inicialmente, com a linguagem e os comportamentos do indivíduo, diferentemente do Alzheimer tardio, no qual os problemas de memória costumam ser um dos primeiros sinais detectados.

Neste guia, apresentamos a você tudo o que você precisa saber sobre o Alzheimer precoce, como sintomas, diagnóstico e aspectos psicológicos envolvidos com esse quadro. Acompanhe e tire as suas dúvidas!

 

Sintomas do Alzheimer precoce 

Apesar de os casos precoces e tardios estarem associados ao Mal de Alzheimer, existem comprometimentos diferentes no Sistema Nervoso Central quando comparamos ambos. No Alzheimer tardio, que ocorre acima de 65 anos, é possível notar um impacto mais significativo na perda de memória, inicialmente, do que no caso do Alzheimer precoce, no qual as alterações afetam inicialmente o comportamento e a linguagem.

Para que possamos compreender melhor, confira a lista com os principais sintomas detectados em casos de Mal de Alzheimer entre 30 e 64 anos:

  • Afasia, que nada mais é do que a dificuldade para usar e entender a comunicação escrita e falada;
  • Apraxia, caracterizada pela dificuldade para executar movimentos motores, como escrever à mão;
  • Agnosia, que consiste na perda da capacidade de identificar objetos e pessoas;
  • Alterações comportamentais;
  • Estresse e ansiedade aumentados;
  • Confusão mental, podendo ser descrita como "névoa mental";
  • Dificuldades para manter a atenção.

Pelo fato de o Alzheimer precoce não afetar diretamente a memória em um primeiro momento, o diagnóstico costuma ser mais demorado e difícil. Isso porque, inicialmente, a equipe médica pode associar as alterações comportamentais e psicológicas com fatores como trabalho, rotina da família, menopausa, entre outros.

Além disso, é válido ressaltar que a evolução dos sintomas ocorre de forma gradativa. Inicialmente, o indivíduo pode perder alguma autonomia em atividades relativamente simples, sendo que essa mudança normalmente é percebida pela família. Com o passar do tempo, os problemas de comunicação e motores começam a se tornar mais evidentes.

Estima-se que a evolução para um estágio mais intenso ocorra em cerca de 2 anos, sem relativamente mais rápido do que no caso do Alzheimer tardio.

 

Diagnóstico do Alzheimer precoce

O diagnóstico de Alzheimer precoce tende a ser mais demorado e mais difícil do que o tardio. Isso porque, como vimos, os sintomas comportamentais e até mesmo de linguagem podem ser associados a outros fatores, como estresse do dia a dia, sobrecarga no trabalho, menopausa, etc.

De todo modo, existem alguns pontos que são seguidos pelos profissionais da saúde quando há a sugestão de um diagnóstico de Alzheimer em uma pessoa mais jovem. São eles:

  • Exames de imagem: A tomografia e a ressonância magnética podem auxiliar na visualização do cérebro, contribuindo para uma detecção da doença;
  • Exames de sangue: Ajudam a investigar a presença excessiva de proteínas beta-amiloide 42 e 40, sendo estas características dos casos de Alzheimer;
  • Histórico completo: Clinicamente, o médico avaliará todo o histórico de sintomas do paciente, bem como as características da família do indivíduo;
  • Testes psicológicos: Testes mentais poderão ser aplicados para verificar as capacidades cognitivas do indivíduo;
  • Punção lombar: Nesse exame, é feita a coleta de uma amostra do líquido cefalorraquidiano, que está presente no cérebro humano e na medula espinhal. Nesse líquido, pode haver a detecção de biomarcadores do Alzheimer, o que facilita a constatação da doença. 

 

Impactos psicológicos em pacientes com Alzheimer precoce

Todo diagnóstico pode acarretar em efeitos psicológicos no paciente e em sua família. Afinal, passa-se a existir um marcador de enfermidade, deixando de lado a estrutura de vida que era vivida até então.

No caso dos pacientes com Alzheimer precoce, não é diferente. Os aspectos psicológicos podem se assemelhar com aqueles que têm diagnósticos tardios, embora possam acontecer em intensidades e situações diferentes. Vamos entender melhor a seguir.

O luto vivido por toda a família

Quando a família e o paciente recebem um diagnóstico de Alzheimer precoce, existe um luto que é vivido por todos os envolvidos. A "saúde" que existia até então é perdida, abrindo espaço para os sentimentos de negação, tristeza, raiva, entre outros, associados às fases do luto.

Todos os membros podem se beneficiar do acompanhamento psicológico feito por um especialista.

A compreensão da não cura

Compreender que a enfermidade não possui cura é outro ponto que impacta emocionalmente a todos do grupo familiar. A frase "não há cura" pode gerar medo, incertezas e até certa desesperança.

Entretanto, é válido lembrar que existem tratamentos que auxiliam no retardamento da progressão da doença e na manutenção da qualidade de vida do paciente.

As crenças e mitos que impactam a todos

Possivelmente, a família, como um todo, já pode ter ouvido falar do Mal de Alzheimer e ter construído crenças e mitos em torno disso.

Muitas vezes, essas crenças, como a ideia de que Alzheimer e demência são a mesma coisa, são errôneas, mas podem impactar emocionalmente a família, gerando medo, angústia e até desespero. Por isso, informar-se com especialistas é crucial.

Sentimentos de desvalia e culpa

O paciente com diagnóstico de Alzheimer pode cultivar sentimentos de baixa autoestima, desvalia e culpa, sentindo-se um "peso" na vida dos seus familiares.

Esses sentimentos geram sofrimento e podem ser acompanhados por um psicólogo especialista no assunto, para que seja possível ressignificá-los e avaliar novos planos para o futuro, apesar do diagnóstico.

Cansaço e sobrecarga

A família pode vivenciar situações de cansaço excessivo e sobrecarga, especialmente quando apenas um cuidador é responsável pelo paciente.

Nesse cenário, a construção de uma rede de apoio e o autocuidado são peças-chave para impedir efeitos colaterais na saúde mental desses indivíduos.

 

O atendimento especializado pode ajudar

Lembre-se de que apesar de o Alzheimer precoce não ter cura, ainda assim existem tratamentos personalizados que podem elevar a qualidade de vida do paciente e retardar a evolução do quadro.

Esse acompanhamento pode ser multidisciplinar e deve incluir a família, para que todos possam receber orientação, suporte e apoio psicológico em cada fase vivida. Assim, é possível construir um ambiente mais acolhedor e saudável para todos os envolvidos.

 

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Observação: este conteúdo não se destina a substituir aconselhamento, diagnóstico ou tratamento médico profissional. Sempre procure o conselho de seu médico ou outro profissional de saúde qualificado com qualquer dúvida que possa ter sobre uma condição médica.

 

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FAQ: perguntas frequentes sobre o Alzheimer Precoce