Alzheimer é Hereditário? Entenda os Riscos Genéticos da Doença - cientista genética do Alzheimer
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Escrito por
Wilton de Andrade
Última atualização
20/02/2024
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Hereditariedade e Alzheimer

Muitas pessoas se perguntam se o Alzheimer é hereditário e se essa enfermidade pode, realmente, ser passada de geração para geração. 

Até o momento, especialistas apontam que há genes envolvidos com o desenvolvimento da doença, o que nos dá a entender que o histórico familiar pode ter, em alguns casos, um papel preponderante nos riscos de Alzheimer.

Neste guia sobre a hereditariedade do Alzheimer, vamos apresentar a você quais são esses genes, como os testes podem nos ajudar na identificação de cada um deles e quais as formas de prevenir o Alzheimer genético e não genético. Acompanhe e tire as suas dúvidas.

 

O Alzheimer é hereditário?

Pesquisadores do Centro Universitário de Volta Redonda, como Gomes, Barroso, Sousa e Silvestre apontam que determinadas modificações e características genéticas podem estar associadas ao desenvolvimento de um quadro de Alzheimer. Isso significa que a hereditariedade pode ter um papel muito importante no risco de adquirir a doença. 

Estima-se que cerca de 10% dos pacientes diagnosticados com Alzheimer, acima de 60 anos, possuem fatores genéticos envolvidos com o diagnóstico.

No entanto, é válido ressaltar que o desenvolvimento de um quadro de Alzheimer pode não se associar exclusivamente à genética do paciente. Questões ambientais, estilo de vida, envelhecimento e outros aspectos também podem resultar nessa enfermidade. 

Outro ponto de atenção é que nem tudo que é genético, é necessariamente hereditário. Isso significa que os progenitores podem ter alterações genéticas associadas ao Alzheimer, mas não necessariamente seus filhos terão essas alterações. Porém, obviamente, o risco da hereditariedade existe, e os filhos podem, sim, ter traços genéticos do Alzheimer herdados de seus pais. Apenas um teste genético pode detectar a presença da alteração nos genes.

 

Como testes de genes podem ajudar a identificar o Alzheimer genético?

Os testes genéticos podem auxiliar no processo de identificação dos genes que estão relacionados ao Alzheimer hereditário ou genético.

Por exemplo, um teste genético é capaz de avaliar os polimorfismos do gene apolipoproteína E (apoE), presente em um dos braços do cromossomo 19, dentro das nossas células.

Nesse gene, podemos observar três variações de alelos nos seres humanos, podendo ser o e2, e3 ou o e4. Como vimos anteriormente, o e4 pode estar intimamente relacionado com casos de Alzheimer. Isso quer dizer que, ao detectá-lo por meio dos exames genéticos, os profissionais da saúde podem ter pistas de que o paciente pode ter fatores de risco hereditários relacionados ao desenvolvimento do Alzheimer.

Além do mapeamento do gene apoE, os demais genes que citamos anteriormente também podem ajudar a identificar a presença de um caso de Alzheimer genético.

 

Estratégias para prevenção do Alzheimer genético 

Como vimos, o Alzheimer é hereditário em algumas circunstâncias, e possivelmente possui uma relação com a genética dos indivíduos, embora novos estudos ainda precisem ser desenvolvidos. 

Além disso, especialistas também comentam o efeito da epigenética, que se associa com o estilo de vida e hábitos do indivíduo, que tem o poder de ligar e desligar determinados genes em nosso organismo, resultando em efeitos específicos nas chances de se desenvolver o Alzheimer.

Por conta desses fatores, é fundamental investir em estratégias de prevenção do quadro genético e epigenético. Nesses casos, podemos recorrer a cuidados como:

Praticar exercícios físicos

A prática diária de exercícios físicos contribui para o bom funcionamento de todo o organismo. Converse com o seu médico sobre a rotina de exercícios ideal para o seu caso.

Praticar exercícios mentais

Jogos de raciocínio e lógica, enigmas mentais e atividades como montar um quebra-cabeça também auxiliam na prevenção do Alzheimer e mantêm a mente mais ativa.

Manter o peso corporal em padrões saudáveis

Especialistas apontam que manter o peso corporal dentro dos padrões saudáveis para o seu biotipo contribui para a proteção contra o Alzheimer.

Não fumar

A toxicidade do cigarro pode prejudicar a saúde de todo o organismo, inclusive do cérebro. Por conta disso, evitar fumar é mais uma estratégia de prevenção do Alzheimer genético e epigenético.

Cuidar da saúde cardiovascular

Prevenir a hipertensão arterial, o colesterol e o diabetes tipo 2 fornece ao organismo os subsídios para se manter saudável e evitar alterações no corpo que possam levar ao quadro de Alzheimer.

Evitar o consumo indireto do alumínio

Estudos feitos na Universidade de Keele, na Inglaterra, associam alguns casos de Alzheimer com o consumo de alumínio por meio do uso de cosméticos e do preparo dos alimentos. 

Por isso, evitar esse consumo indireto, escolhendo cosméticos sem alumínio, reduzindo o consumo de enlatados e priorizando o uso de panelas de inox ou vidro é um caminho para uma prevenção mais eficiente.

Cuidar da saúde bucal

Estudiosos de Harvard também observaram uma relação entre a saúde bucal e o Alzheimer. Em suas pesquisas, esses profissionais constataram que a concentração de gengivinas era maior em pacientes com a doença, do que em pessoas saudáveis. 

Essa constatação nos dá pistas de que prevenir e tratar gengivites também é uma maneira de proteger a saúde cerebral.

Vale ressaltar que essas estratégias também devem ser consideradas por aqueles que não possuem fatores genéticos relacionados a um possível quadro da doença. Isto é, são medidas preventivas que devem, em tese, ser adotadas por todas as pessoas, uma vez que o Alzheimer não é apenas genético, mas, sim, pode ser adquirido em decorrência do estilo de vida.

 

Quais as perspectivas futuras na pesquisa do Alzheimer genético?

Ao longo deste conteúdo sobre Alzheimer genético, pudemos perceber que especialistas já têm detectado possíveis alterações genéticas associadas ao quadro clínico.

Entretanto, novos estudos ainda precisam ser feitos para que essa hereditariedade e genética fique mais clara. Isso porque, ainda existem muitos casos de Alzheimer não necessariamente associados aos fatores genéticos, mas, sim, associados a aspectos multifatoriais.

Portanto, novas pesquisas ainda precisam ser desenvolvidas e, por ora, cabe a nós investirmos em hábitos saudáveis e cuidarmos da saúde de uma maneira global, como forma de prevenir a doença e manter a saúde como um todo.

 

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Observação: este conteúdo não se destina a substituir aconselhamento, diagnóstico ou tratamento médico profissional. Sempre procure o conselho de seu médico ou outro profissional de saúde qualificado com qualquer dúvida que possa ter sobre uma condição médica.

 

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