Tratamento do Alzheimer: Avanços e Esperança - Estudos e pesquisas
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Escrito por
Wilton de Andrade
Última atualização
20/02/2024
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Entenda os novos tratamentos para o Alzheimer

O tratamento do Alzheimer, nos dias atuais, normalmente considera premissas importantes desenvolvidas pela Academia Brasileira de Neurologia, em 2005, em conjunto com o Departamento Científico de Neurologia Cognitiva e do Envelhecimento (DCNCE-ABN).

Esses tratamentos se baseiam na administração de medicamentos, inclusão de terapias cognitivas, programas psicoeducativos, entre outros. 

Neste guia, apresentamos a você os detalhes sobre esses tratamentos, além de trazer informações sobre as perspectivas futuras para pacientes com Alzheimer. Acompanhe e confira.

Como funciona o tratamento do Alzheimer hoje?

Podemos dizer que o tratamento do Alzheimer parte de duas vertentes principais: tratamentos farmacológicos e não farmacológicos. Dessa maneira, podemos compreender melhor o funcionamento dessas abordagens. Veja mais detalhes:

Tratamento farmacológico

Segundo Orestes V. Forlenza, o tratamento farmacológico do Alzheimer pode ser subdividido em quatro categorias distintas que se complementam:

  • Terapêutica específica: Nesta categoria, os medicamentos buscam reverter os efeitos patofisiológicos que causam a morte dos neurônios da pessoa e consequentemente podem levar à demência;
  • Abordagem profilática: Tem como objetivo retardar o desenvolvimento do quadro de demência, ou pode ser usada para prevenir o declínio cognitivo;
  • Abordagem de tratamento sintomático: Nesta categoria, o uso de fármacos tem o propósito de restaurar, mesmo que parcialmente apenas, as capacidades cognitivas e os comportamentos daqueles pacientes que já têm demência;
  • Terapêutica considerada complementar: Nesta quarta categoria, os medicamentos são usados para tratar os efeitos não relacionados com a cognição, propriamente dita, como os sintomas de depressão, psicose, distúrbios do sono, entre outros quadros.

Cada uma dessas categorias conta com um conjunto de medicamentos específicos, cuja posologia será determinada de acordo com as características clínicas do paciente.

Sendo assim, a administração dos medicamentos pode ter variação entre um paciente e outro, bem como entre um estágio e outro da doença de Alzheimer.

Vale ressaltar, ainda, que nos dias atuais os fármacos utilizados no tratamento Alzheimer visam o retardo da evolução da enfermidade, proporcionando uma melhora temporária, e não a cura da doença.

Tratamento não farmacológico

Em um estudo de revisão bibliográfica realizado por Costa et. al. sobre os principais tratamentos não farmacológicos para casos de Alzheimer, constatou-se que as seguintes abordagens podem oferecer benefícios para os pacientes.

  • Exercícios físicos: Caminhada, treinamentos de marcha e atividades aeróbicas contribuem para a redução do risco de quedas, diminuição de sintomas neuropsiquiátricos, redução do risco de incapacidade relacionada com os distúrbios comportamentais vivenciados em casos de demência e diminuição dos comportamentos agressivos;
  • Reabilitação cognitiva: Estudos apontam que as atividades focadas na memória e em exercícios de funções cognitivas ajudam a retardar a progressão da doença e podem contribuir para o estabelecimento de um nível considerado ideal de desempenho psicossocial e físico, de acordo com a nova realidade do paciente;
  • Musicoterapia: Pesquisadores relatam que o tratamento com música pode auxiliar na redução do estresse, na promoção do sentimento de felicidade e no aumento do relaxamento, contribuindo assim para um estado de saúde mental mais equilibrado, além de a música provocar um contato maior com as memórias do passado do idoso. Outro benefício é o fortalecimento da autoestima e da identidade do paciente, que se conecta com as melodias e se sente mais feliz.

Esses são alguns dos tratamentos não farmacológicos que contribuem para o bem-estar do paciente, mas outros poderiam ser citados, como a terapia ocupacional, a psicoterapia, a arteterapia, etc.

 

O tratamento Alzheimer deve se basear em cuidados integrativos

Como vimos, quando pensamos sobre tratamento Alzheimer, devemos levar em conta o ser humano como um todo, e não dividido em partes separadas.

Isso quer dizer que devemos considerar as questões de saúde cerebral, mas, também, emocional e psicológica de cada paciente com o diagnóstico.

O acompanhamento integrativo, que considera o tratamento farmacológico da doença e os tratamentos sem medicamentos, fornece ao paciente a chance de atravessar a sua rotina de uma forma muito mais leve e equilibrada.

Assim, torna-se possível construir um dia a dia que permita a essa pessoa um bom envelhecer, impactando a visão do próprio idoso com relação ao seu envelhecimento. 

Além disso, ao considerarmos que o Alzheimer impacta o humor, as relações sociais e a autonomia do indivíduo, uma abordagem integrativa, que considere esses déficits, irá retardar o avanço dos impactos negativos da enfermidade, contribuindo para uma vida mais plena, independente e feliz.

 

Inovação e o tratamento Alzheimer: Perspectivas futuras

Sem dúvidas, um dos maiores objetivos científicos em todo o mundo, com relação ao Mal de Alzheimer, é encontrar drogas que sejam capazes de modificar a evolução da doença e proporcionar diagnósticos cada vez mais precoces, que auxiliem no combate à progressão dos sintomas. 

Por conta disso, diversos estudos vêm sendo desenvolvidos com diferentes pressupostos e baseando-se em diversas substâncias com potenciais terapêuticos, como é o caso das pesquisas envolvendo o chamado fator de crescimento neuronal (NFG).

Em alguns experimentos apresentados por Nordberg, tem-se usado o NFG via administração intraventricular (diretamente nos ventrículos cerebrais, que são cavidades que contêm o líquido cefalorraquidiano) e têm observado uma melhora na circulação sanguínea e metabolismo de glicose. Entretanto, um estudo com base em NFG precisou ser interrompido por conta dos efeitos colaterais que geraram dores e perda de peso.

Além disso, pesquisas com antiamilóide feitas por Green et al. vêm sendo colocadas em prática, partindo da hipótese de efeito castaca do amilóide. Isso porque, o acúmulo de b-amilóide é descrito como um efeito precoce da doença de Alzheimer. Com o passar do tempo, as formas tóxicas desse b-amilóide podem levar à distrofia dos neurônios. Por isso, estudos nessa área vêm sendo desenvolvidos, embora ainda em fase de experimentação.

 

A pesquisa contínua é um pilar importante

Além dos dois estudos que citamos acima, existem muitas pesquisas que ainda estão sendo desenvolvidas no campo do combate e do tratamento do Alzheimer.

Trata-se de uma área de pesquisa extremamente importante, que visa, no futuro, encontrar mecanismos e drogas que possam modificar a evolução da doença, barrando a degeneração cerebral.

Por ora, cabe a toda a comunidade incentivar as pesquisas na área, visando fortalecer esse campo de atuação e levar mais conscientização às pessoas, no que diz respeito à ciência e ao investimento em estudos sobre o assunto.

 

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Observação: este conteúdo não se destina a substituir aconselhamento, diagnóstico ou tratamento médico profissional. Sempre procure o conselho de seu médico ou outro profissional de saúde qualificado com qualquer dúvida que possa ter sobre uma condição médica.

 

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